quarta-feira, 27 de maio de 2009

OS 10 MANDAMENTOS DO CHIMARRÃO

NÃO PEÇAS AÇÚCAR NO MATE O gaúcho aprende desde piazito que e por que o chimarrão se chama também mate amargo ou, mais intimamente, amargo apenas. Mas, se tu és dos que vêm de outros pagos, mesmo sabendo poderás achar que é amargo demais e cometer o maior sacrilégio que alguém pode imaginar neste pedaço do Brasil: pedir açúcar. Pode-se pôr na água ervas exóticas, cana, frutas, cocaína, feldspato, dólar etc, mas jamais açúcar. O gaúcho pode ter todos os defeitos do mundo mas não merece ouvir um pedido desses. Portanto, tchê, se o chimarrão te parece amargo demais não hesites: pede uma Coca-Cola com canudinho. Tu vais te sentir bem melhor.
NÃO DIGAS QUE O CHIMARRÃO É ANTI-HIGIÊNICO Tu podes achar que é anti-higiênico pôr a boca onde todo mundo põe. Claro que é. Só que tu não tens o direito de proferir tamanha blasfêmia em se tratando do chimarrão. Repito: pede uma Coca-Cola com canudinho. O canudo é puro como água de sanga (pode haver coliformes fecais e estafilococos dentro da garrafa, não no canudo).
NÃO DIGAS QUE O MATE ESTÁ QUENTE DEMAIS Se todos estão chimarreando sem reclamar da temperatura da água, é porque ela é perfeitamente suportável por pessoas normais. Se tu não és uma pessoa normal, assume e não te fresqueies. Se, porém, te julgas perfeitamente igual às demais, faze o seguinte: vai para o Paraguai. Tu vais adorar o chimarrão de lá.
NÃO DEIXES UM MATE PELA METADE Apesar da grande semelhança que existe entre o chimarrão e o cachimbo da paz, há diferenças fundamentais. Com o cachimbo da paz, cada um dá uma tragada e passa-o adiante. Já o chimarrão, não. Tu deves tomar toda a água servida, até ouvir o ronco de cuia vazia. A propósito, leia logo o mandamento seguinte.
NÃO TE ENVERGONHES DO "RONCO" NO FIM DO MATE Se, ao acabar o mate, sem querer fizeres a bomba "roncar", não te envergonhes. Está tudo bem, ninguém vai te julgar mal-educado. Este negócio de chupar sem fazer barulho vale para Coca-Cola com canudinho, que tu podes até tomar com o dedinho levantado.
NÃO MEXAS NA BOMBA A bomba do chimarrão pode muito bem entupir, seja por culpa dela mesma, da erva ou de quem preparou o mate. Se isso acontecer, tens todo o direito de reclamar. Mas, por favor, não mexas na bomba. Fale com quem lhe ofereceu o mate ou com quem lhe passou a cuia. Mas não mexas na bomba, não mexas na bomba e, sobretudo, não mexas na bomba.
NÃO ALTERES A ORDEM EM QUE O MATE É SERVIDO Roda de chimarrão funciona como cavalo de leiteiro. A cuia passa de mão em mão, sempre na mesma ordem. Para entrar na roda, qualquer hora serve mas, depois de entrar, espera sempre tua vez e não queiras favorecer ninguém, mesmo que seja a mais prendada prenda do Estado.
NÃO "DURMAS" COM A CUIA NA MÃO Tomar mate solito é um excelente meio de meditar sobre as coisas da vida. Tu mateias sem pressa, matutando, recordando... E, às vezes, te surpreende até imaginando que a cuia não é cuia mas o quente seio moreno daquela chinoca faceira que apareceu no baile do Gaudêncio... Agora, tomar chimarrão numa roda é mui diferente. Aí o fundamental não é meditar e sim integrar-se à roda. Numa roda de chimarrão, tu falas, discutes, ri, xingas, enfim, tu participas de uma comunidade em confraternização. Só que esta tua participaçâo não pode ser levada ao extremo de te fazer esquecer da cuia que está em tua mão. Fala quanto quiseres mas não esqueças de tomar teu mate, que a moçada tá esperando.
NÃO CONDENES O DONO DA CASA POR TOMAR O 1º MATE Se tu julgas o dono da casa um grosso por preparar o chimarrão e tomar ele próprio o primeiro, saibas que grosso é tu. O pior mate é o primeiro e quem o toma está te prestando um favor.
NÃO DIGAS QUE CHIMARRÃO DÁ CÂNCER NA GARGANTA Pode até dar. Mas não vai ser tu, que pela primeira vez pegas na cuia, que irás dizer, com ar de entendido, que chimarrão é cancerígeno. Se aceitaste o mate que te ofereceram, toma e esquece o câncer. Se não der para esquecer, faze o seguinte: pede uma Coca-Cola com canudinho, que ela... etc, etc.
Se estas conhecendo o chimarrão agora, aí vai alguns termos que são usados em uma Roda de Chimarrão:
_Amargo: Chimarrão.
_Cambona: espécie de chaleira usada para esquentar a água.
_Cevar: é o preparo.
_Matear: o mesmo que sorver.
_Roncar: Terminar de tomar o mate
_Sorver: saborear, o ato de beber o chimarrão.
Saiba também:
- Nunca deixe ferver a água que estiver esquentando para o chimarrão, pois teu mate será de ma qualidade. Saibas que, quando estiver chiando a cambona a água estará na temperatura ideal.
- Quem cevar o mate coordenará a Roda de chimarrão, seguindo sempre pela sua mão direita.
- Passe sempre o chimarrão com a mão direita, caso esteja ocupada e passares com a esquerda, fale: Desculpe a mão! Então a pessoa que recebe o mate responde: É a mesma do coração!
- Não esqueças que o primeiro mate é sempre do cevador. É uma “lei”.
- Só passe a cuia se realmente estiver terminado de tomar, ou seja se a cuia “roncar”.
- Não agradeças o mate se ainda tiver água.
SABRINA

domingo, 24 de maio de 2009

ESTUPRO

Hoje em dia, o estupro é muito comum para quem ouve ou pesquisa sobre o assunto, mas para famílias não é a mesma coisa já que as vítimas não conseguem esquecer por um segundo o sofrimento que já passaram, muitas vezes, pensamos ... " mas isso está acontecendo em todo o mundo!" ou até ... " que pena... aconteceu com os outros!" , mas, se analisarmos o assunto, veremos que a realidade somos nós, o presente também, e é por isso que devemos pensar mais sobre os riscos que existem durante nosso dia-a-dia, será que se algum dia, imaginamos que poderia ser alguém de nossa familia, algum amigo ou até mesmo um conhecido que poderia ser a vítima? A dor da perda de uma pessoa querida não é esquecida pela familia como é com a justiça. O Estupro no Brasil pode ser praticado mediante violência real (agressão) ou presumida quando praticado contra menores de 14 anos, alienados mentais ou contra pessoas que não puderem oferecer resistência, o Brasil tem altos índices de violência contra a mulher. Quando se quer dizer que a mulher foi vítima de estupro por mais de um homem, usa-se comumente a expressão curra. E se todas as vítimas denunciassem, esse índisse seria maior. Nem sempre a vítima consegue contar que foi estuprada. Às vezes apresenta queixas e não relatam o estupro. As reações emocionais variam muito e podem incluir: confusão, retração, choro, risos nervosos ou inadequados, calma, equilíbrio, hostilidade e medo. A vítima pode apresentar muitos outros problemas físicos que precisam ser analisados, muitas mulheres jamais conseguem a recuperação total do trauma emocional após sofrer violência sexual. Mais de 50% das vítimas têm dificuldades para ter novamente relacionamentos com seus maridos ou parceiros. Aquelas que não possuem parceiros têm dificuldades para iniciar um relacionamento. Pode haver o desenvolvimento ou agravamento de comportamentos suicida e neurótico e de abuso de drogas. Muitas vezes, a vítima fica constrangida de procurar ajuda pois sente-se mal de contar o que aconteceu consigo, o grande problema é que muitas vezes, pode se prejudicar pois não tem certeza se está com alguma infecção e não pode se tratar, nem mesmo cuidar do seu estado físico como cortes, arranhões etc., e não consegue procurar um especialista no assunto, pois seu lado emocional fica muito delicado! O perigo está em qualquer lugar, todos devem fazer sua parte, por si e pelos outros, homens e mulheres, todas as idades, nenhuma está livre do perigo!
Natali

quarta-feira, 20 de maio de 2009

ATITUDE SOLIDÁRIA

Oi, alunoooos!!!!

Lembrem de levar os livros para doação no dia combinado:terça-feira, dia 26 de maio!

Os locais que receberão as doações e as datas de entrega eu comunico depois.

Beijo.Profe Mariléia
CAPÍTULO 10 do Livro Didático
Pág. 162 - somente ler
Pág. 163 - ler e resumir cada tópico (no livro mesmo)
Pág. 164 - somente lerPág. 165 - somente ler
Pág. 166 - ler e responder as atividades 1, 2 e 3
Pág. 167 - somente lerPág. 168 - somente ler

Selecionar uma charge, atual, para levar na próxima aula.
Meninos, façam as leituras e, se houver dúvida, anotem e levem na próxima aula.
Darei visto nas atividades solicitadas.
Beijo.
Profe Mariléia

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Gripe Suína

Gripe suína ou gripe porcina é uma doença infectocontagiosa ocasionada por uma variante do vírus influenza H1N1. Apesar do nome não é transmitida pelos porcos, por isso, discute-se a mudança do nome para não ocasionar erros.Também denominada gripe mexicana, gripe norte-americana, influenza norte-americana ou nova gripe. A transmissão ocorre apenas entre humanos (homem-homem). Até o momento não foi registrado nenhum caso de contaminação por contato com animais mas somente pelo contato entre humanos.O consumo de carne de porco não acarreta doença, uma vez que o vírus é inativado pelo calor. Esta afecção está sendo considerada epidêmica no México, onde o governo já anunciou 7 mortes confirmadas causadas pelo H1N1 e 152 casos de morte suspeitos, levando a Organização Mundial da Saúde a declarar que a doença é uma "emergência na saúde pública internacional" com grandes chances de tornar-se uma pandemia.
A gripe H1N1 2009 é uma doença causada por um vírus que pode atacar humanosA contaminação se dá da mesma forma que a gripe comum, por via aérea, contato direto com o infectado, ou indireto (através das mãos) com objetos contaminados. Não há contaminação pelo consumo de carne ou produtos suínos, nem pelo contato com os porcos. Cozinhar a carne de porco a 70 graus Celsius destrói quaisquer microorganismos patogênicos. Não foram identificados animais (porcos) doentes no local da epidemia (México). Trata-se, possivelmente, de um vírus mutante, com material genético das gripes humana, aviária e suína. SintomasAssim como a gripe humana comum, a gripe H1N1 2009 (Mexicana) apresenta os sintomas: febre, cansaço, fadiga, dores pelo corpo, tosse e ainda sintomas característicos como diarreia ou vômitos.TratamentoDe acordo com a OMS, os medicamentos antiviral oseltamivir e zanamivir, em testes iniciais mostraram-se efetivos contra o vírus H1N1.Ter hábitos de higiene regulares, como lavar as mãos, é uma das formas de prevenir a transmissão da doença.
pesquisa realizada em sites da internet
postagem: Felipe silva Bueno

terça-feira, 12 de maio de 2009

Gravidez na Adolescência

Hoje em dia vem aumentando a gravidez na adolescência, sendo que no Brasil, a cada ano, cerca de 20% das crianças que nascem são filhas de adolescentes, número que representa três vezes mais garotas com menos de 15 anos grávidas, isso ocorre porque não usam camisinha. Na hora elas não pensam nas possibilidades de engraviodarem, mas depois que elas vão se queixar para os pais, E, muitas vezes eles não aceitam a gravidez da filha e mandam-nas filhas embora porque não querem assumir essa gravidez. A gravidez na adolescência envolve muito mais do que problemas físicos, pois há também problemas emocionais, sociais etc. Uma jovem de 14 anos, por exemplo, não está preparada para cuidar de um bebê, muito menos de uma família. Com isso, entramos em outra polêmica, o de mães solteiras, por serem muito jovens os rapazes e as moças não assumem um compromisso sério e, na maioria dos casos, quando surge a gravidez um dos dois abandona a relação sem se importar com as consequências. Por isso o número de mães jovens e solteiras vem crescendo consideravelmente, cabendo aos jovens tomarem cuidado para não ter filhos muito cedo.
Shanteilor Queitone
Link vídeo do julgamento de Glaus von Stauffenberg e do grupo de oficiais do alto escalão alemão que planejou assassinar Adolf Hitler tentando pôr fim ao regime nazista. Data:20 de julho de 1944.

http://www.youtube.com/watch?v=yH_2GTP6KaY&feature=PlayList&p=CA5F9FE925EA6C0B&playnext=1&playnext_from=PL&index=6


Documentário da Operação Valquíria. Linguagem: Espanhol

http://www.youtube.com/watch?v=UpLvIsENuLs&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=s7cgpn3gLeo&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=O7opDPnGjRY&feature=related

FERNANDO CAMARGO

HISTÓRIA DO IRON MAIDEN

Tudo começou na fria e distante Inglaterra, em meados da década de 70, quando uma grande crise econômica naquele país acabou resultando em um alto índice de desempregados.O clima era de pobreza, de indignação das massas trabalhadoras. Os jovens buscavam uma saída para a sobrecarga do sistema, e o escape veio na forma do Punk Rock, o lema do "do it yourself" . Era ter uma idéia e botar a mão na massa para realizá-la. Com isso, a música pesada, que tinha como patronos bandas como Led Zepellin, Black Sabbath, Deep Purple, entre outros, estava totalmente obscurecida, apagada do cenário. Muitos diziam que a época do rock já tinha passado, que ele já tinha feito sua parte na história, entre outras besteiras. Em 1971, o então jovem Steve Harris pagou a bagatela de 40 libras numa guitarra Copy Fender Telecaster, e começou a aprender a tocar o instrumento sozinho.Uma de suas primeiras composições, "Burning Ambition", mais tarde viria a fazer parte do primeiro compacto do Iron Maiden, pela gravadora EMI, chamado "Running Free". A idéia de formar uma banda de rock pesado começava a borbulhar na cabeça de Steve, mas um grupo que não fosse fazer simplesmente punk rock ou o pop que inundava a cena. A primeira banda levou o nome de Influence, e foi fundada por um colega de escola chamado Dave Smith. O Influence mudou de nome várias vezes, sendo que um deles foi Gipsy Kiss. Steve Harris, cansado da inconstância musical e pessoal da banda, saiu para entrar no Smiler, isso no ano de 1975. A permanência de Steve durou um pouco mais de seis meses, tomando a decisão de sair pra formar a sua própria banda. O nome Iron Maiden veio de um filme chamado O Homem da máscara de Ferro, que Steve já tinha visto a algum tempo. De 1975 a 78, o Iron Maiden lutava para manter uma formação de conjunto e íntegra. Para se ter uma idéia de como era difícil achar as pessoas certas, o grupo de Steve teve formações que chegavam a durar menos de uma semana. Nomes como Doug Sampson, Paul Day, Dave Sullivan, Terry Trance, Ron Rebel, entre muitos outros, já fizeram parte do Iron Maiden. Por volta de 1978, a coisa estava fixa mais ou menos da seguinte forma: Steve Harris no baixo, Dave Murray na guitarra, Paul Di'Anno nos vocais e Doug Sampson na bateria. Contabilizando a economia de várias apresentações em East London, a banda decidiu entrar pela primeira vez em um estúdio para registrar a música. O resultado foi a gravação de três temas: "Prowler", "Invasion" e "Iron Maiden". Isso resultou, poucos meses mais tarde, no lançamento do lendário "The SoundHouse Tapes" (raríssimo hoje em dia!), um single que vendeu três mil cópias em menos de um mês. É bom salientar que a boa vendagem foi feita graças a um boca a boca entre os fãs, pois na época nenhum órgão de imprensa se envolveu com a divulgação do trabalho dos rapazes. Neil Kay, um DJ de Heavy Metal que apresentava uma "parada de sucessos" de músicas mais pedidas pelos ouvintes, em 1979, "Prowler" era a número 1 do programa, a mais pedida! Os caras do Iron Maiden não acreditaram no fato quando ficaram sabendo. Graças a esses e outros esforços, finalmente se ouvia falar em Heavy Metal outra vez. Com toda esta cena acontecendo, a imprensa musical não tardou a batizar esse acontecimento em um novo movimento, que levou o nome de New Wave of British Heavy Metal. Em dezembro de 1979, o Iron Maiden assinava finalmente o primeiro contrato com a gravadora inglesa EMI. Logo após surge uma coletânea intitulada Metal for Muthas, que tinha entre outras bandas, o Iron Maiden. Pouco tempo mais tarde, a banda lançou o compacto Running Free, que lançou muita polêmica, pois tinha o mascote Eddie "aniquilando" a dita "Donzela de Ferro" em pessoa, Margareth Tatcher. No começo da nova década, Steve, Dave, Paul, Dennis Straton (nas guitarras) e Clive Burr (na bateria) entram pra gravar o primeiro disco da banda, que recebeu simplesmente o nome de Iron Maiden. A data oficial do lançamento é 14 de Abril de 1980. O disco estreou no quarto lugar das paradas, junto com o single Running Free. Foram chamados para tocar no Top of the Pops. O grupo foi sob uma condição: a de tocar ao vivo, já que disso eles não abriam mão. Detalhe: antes deles, a Última banda que tinha tocado lá ao vivo foi o The Who, com a música "5:15", isso em 1973! Dennis Straton, o mais velho da turma - com 37 anos - começa a achar o som da banda muito "pesado" e resolve cair fora. A vaga fica com Adrian Smith, um velho amigo de Dave Murray (eles já haviam tocado juntos na banda Evil Eyes). No dia 2 de Fevereiro de 1981 saía o segundo disco: Killers. O álbum vendeu mais de um milhão de cópias no mundo inteiro. a capa trazia Eddie segurando um machado ensanguentado. Duas mãos seguravam na camisa do assassino. Advinha de quem eram as mãos? A Killer World Tour foi um estrondoso sucesso. O Japão simplesmente caiu aos pés do Iron Maiden. A venda de ingressos por lá se esgotou em poucas horas, causando até um certo tumulto. foi lançado então o EP Maiden Japan. Ao final da turnê, explode uma bomba: Paul Di'anno pula fora do grupo. Os motivos foram os alegados do tipo "musicais", mas na verdade paul estava mergulhado nas drogas. A escolha de Bruce Dickinson para substituir Paul não foi de agrado de todos os fãs da banda. Bruce tem uma voz melódica, e possuía uma postura menos radical. Porém o tempo provou que Steve e cia. estavam certos na escolha. The Number of the Beast provavelmente é o álbum que mais marcou a carreira do Maiden. A aceitação foi geral, o álbum foi um sucesso enorme de vendas, a turnê foi gigantesca. Mais de um milhão de pessoas ao redor do mundo puderam assistir a uma banda furiosa, perfeita, objetiva e veloz. data desta época também a fachada de "satanistas" que os rapazes do Maiden receberam. Steve Harris escreveu uma canção sobre o número da besta (666), usando passagens da Bíblia, baseado no filme A Profecia que ele tinha visto a algum tempo. Cabeças pequenas e medíocres não entenderam nada e já associaram isso a questões religiosas. A capa também é considerada a melhor até hoje do desenhista Derek Riggs. Ela mostra o próprio Eddie controlando o demônio (como se fosse um fantoche), que por sua vez controla um ser humano. O single Run to the Hills entrou direto no Top Ten americano. Foram mais de 180 shows por 16 países durante a Beast on the Road Tour. Ao final da turnê, the Number... tinha vendido mais de dois milhões de cópias. Um sucesso até então inédito para uma banda tão pesada como o Iron Maiden. Quando todo mundo pensava que a banda tinha atingido sua plenitude em relação a estabilidade na formação, acontece outra surpresa: Clive Burr resolveu sair, alegando motivos familiares. Sem demora, e sem deixar a peteca cair, o grupo chama para o posto o hipercompetente Nicko McBrain. A rejeição inicial que os fãs tiveram com o novo vocalista foi por água abaixo. Todos agora conclamavam Bruce como um herói de guerra. No dia 16 de maio de 1983 sai o quarto disco do grupo, com o nome de Piece of Mind, também produzido por Martin Birch. No dia 3 de Setembro de 1984 é lançado Powerslave, um dos álbums mais completos de toda a discografia da banda. Powerslave trouxe ao mundo uma das maiores turnês de rock, The World Slavery Tour, que durou de 1984 até o final de 1985. Um ciclo de mais de 300 apresentações em 28 países, inclusive o Brasil, no dia da abertura do Rock In Rio, ao lado de Queen e Whitesnake, com um palco simplesmente inacreditável. Como resultado da turnê, o grupo lançou um álbum duplo ao vivo qualificado somente como excepcional: Live After Death. Está tudo lá, desde o início da carreira até Powerslave, com uma platéia enorme, totalmente fanática por Maiden. O disco foi gravado em Long Beach, Califórnia, EUA, entre os dias 14 e 17 de março. A versão inglesa ainda continha músicas gravadas em Londres, no lendário Hammersmith Odeon. Esse primeiro registro ao vivo da banda marcou época, sendo considerado um dos mais importantes do gênero. Entre Powerslave e Live After Death, há um EP intitulado Aces High Maxi Single, que contém cinco músicas, entre os três covers, uma versão devastadora de "Cross Eyed Mary" do Jethro Tull. O Iron Maiden entra novamente no estúdio com forças redobradas, para no dia 29 de Setembro de 1986 lançarem Somewhere in Time, mais um álbum extraordinário, com temas futuristas (inspirados no filme Blade Runner), e apresentando guitarras sintetizadas, de uma qualidade suprema (foi o primeiro disco que ouvi do Iron Maiden, aquele som abriu minha mente para o heavy Metal, e de lá pra cá não parei mais!). O vídeo clip de "Wasted Years" traz múltiplos desenhos do Eddie, e uma viagem pelo globo, mostrando cenas dos mais variados países. Até o Brasil aparece, com uma cena do Cristo Redentor, do Rio de Janeiro. Em 1988 é a vez de Seventh Son of a Seventh Son, outro disco bombástico, pesado, forte. Foi muito criticado na época por ser um álbum mais conceitual, aproximando-se do rock progressivo, porém a essência é puro Metal! Na turnê de Seventh Son..., o Iron Maiden foi a atração principal da versão européia do Festival Monsters of Rock. E olhem só quem estava abrindo para eles, por ordem de apresentação: Helloween, Guns'n Roses, Megadeth, David Lee Roth e Kiss. O mundo dá voltas... Seventh Son of a Seventh Son trouxe, com todas as glórias, um problema (nem tanto) para Steve Harris: a saída de Adrian Smith. Ele decidiu deixar o grupo alegando diferenças musicais. A idéia do guitarrista era fazer um som um pouco mais leve, mais comercial. Para completar a vaga veio Janick Gers, que tinha gravado o primeiro álbum solo de Bruce Dickinson, Tatooed Millionare. A entrada de Janick, mais uma enorme vontade de mudança que assolava o grupo, resultou em No Prayer for the Dying. Esse álbum é talvez o mais fraco que o Maiden já lançou. A explicação é a seguinte: a coisa tinha ficado tão monstruosa, tã gigantesca até Seventh Son..., que não tinha mais para onde expandir; eram turnês monstruosas, palcos imensos, luzes, temas conceituais, Eddie no palco etc, que estavam tirando um pouco o brilho da musicalidade do grupo. O palco da turnê era simples, sem absolutamente nada, apenas a banda e os velhos muros de Marshalls (para muitas bandas, isso já é um sonho impossível). No Prayer passou meio desapercebido da grande mídia. Apenas duas músicas chamaram atenção: "Holy Smoke" e "Bring Your Daughter to the Slaughter". A turnê terminou logo, e todos começaram a compor denovo. Não se pode acertar todas. Dia 15 de Maio de 1992 marcou ou lançamento de Fear of the Dark, provando que o grupo ainda tinha muita lenha pra queimar. melhor do que esta notícia foi a de que em agosto do mesmo ano o Maiden estaria no Brasil pela segunda vez. Quem foi no Parque Antarctica no dia primeiro de Agosto nunca mais vai esquecer o que viu. A maior banda de todos os tempos tocou por mais de duas horas e meia, um show exuberante. Fear... também era exuberante, pela força, peso, garra, estava tudo de volta nos devidos lugares. Basta ouvir "Be Quick or Be Dead" e a faixa título; para notar que o Maiden renasceu, muito mais poderoso. Provou que estava vivo. At´ a balada heavy de "Wasting love" ganhou crédito entre os fãs. O resultado desta turnê foi o lançamento de dois álbuns ao vivo: "A Real Live One e A Real Dead One". o primeiro contava só com as músicas antigas da banda, até a fase mais heavy tradicional, enquanto que o outro trazia músicas da fase mais nova. Esses dois títulos foram lançados separados, em datas distintas. Era pra separar mesmo uma fase da outra. Acabou ficando um trabalho sem muita euforia. Bruce avisa que só vai terminar a turnê e deixará a banda. Estes lançamentos representaram então a saída de Bruce Dickinson do Iron Maiden. Foram os últimos registros dele com o grupo. Bruce saiu porque estava de saco cheio. Foi seguir uma carreira solo, escrever livros ("A Aventura de Lorde Iffy Boatrace", o primeiro, já saiu em 1990 e teve uma aceitação excelente por parte de público e crítica) e dedicar-se mais a esgrima, esporte que ama desde a adolescência. Quando Bruce comunicou aos membros do Iron que estava deixando o grupo, com certeza um ponto de interrogação surgiu na mente de Steve Harris. E agora, o que fazer? Afinal Bruce era o cantor. Então alguém deu a brilhante idéia de montar um concurso mundial , onde jovens de diversos países poderiam mandar fitas demo para audição. O escolhido seria o novo vocalista da banda. Milhares de fitas chegaram até os empresários da Donzela, mas duvido que alguém esperava conseguir a vaga. Depois de algum suspense, anunciam que o novo vocalista é Blaze Bayley, da banda inglesa Wolfsbane (hoje extinta), que abriu a última turnê britânica do Maiden. Depois de alguns problemas com um acidente de moto que sofreu, Blaze entra no estúdio com o Iron para gravar o novo disco X-Factor. Mais uma vez a rejeição inicial por parte dos fãs se fez sentir. Blaze tem um estilo totalmente diferente do de Bruce, ele canta mais grave, sem utilizar muitos recursos como Bruce fazia. O álbum mantém o nível do Fear of the Dark, um pouco mais "calmo", mas com músicas de peso como "Man on the Edge" e "Sign of The Cross". O Eddie sai dos desenhos para se tornar um boneco na capa do disco. Trabalho de mestre, reproduz o mascote em seus mínimos detalhes, sendo perfurado por intricada máquina de tortura. O grupo lança ainda alguns singles com alguns covers e músicas inéditas, como as faixas: "Virus", "Judgement of the Peace", "I Live My Way" e "Judgement day". Harris receava que Blaze não se adaptasse a massacrante jornada de shows de duas horas de duração praticamente todos os dias. Mas no final, tudo acabou dando certo, a turnê X-Factour foi um sucesso, o grupo retornou ao Brasil para a versão 96 do Monsrters of Rock, mais uma vez como atração principal, tendo como convidados: Helloween, MotorHead, Skid Row, Biohazard e King Diamond dentre outros. Eu próprio fui ao show (o primeiro show do Iron da minha vida!) e percebi que a banda ainda tem muito pra dar, Blaze soube como conduzir a festa e mostrou ser capaz de se sustentar como vocalista do Iron, quanto a aceitação por parte do público, só o tempo dir´, como aconteceu com Bruce após a saída de Paul. A verdade é uma só: com Steve Harris no comando, Iron Maiden sempre será Iron Maiden! No final do ano, o grupo lança ainda a coletânea "Best of the Beast", um trabalho primoroso, em dois CDs, trazendo as principais músicas da banda, incluindo gravações raras anteriormente não divulgadas;. Junto com o CD, sai ainda um vídeo e um jogo pra PC tendo o Eddie como protagonista! Seu nome: MELT. O resto é esperar pra ver...
Renan Rocha

HISTÓRIA REAL: ainda criança, ele se tornou escravo das drogas.



Irley era um garoto que gostava muito do avô, por esse motivo foi trabalhar com ele na roça para ficarem iguais. Desde pequeno acendia o cigarro para o avô, porém a partir dos oito anos começou a fumar e beber cachaça. Nesta época morava com seus pais em um sítio, aos quatorze anos já estava dependente desses males e começou a se envolver com drogas, oferecidas por um amigo do tio. Nas primeiras vezes era de graça, mas nas próximas teve que pagar, já sem dinheiro começou a praticar roubos nos vizinhos e foi preso e mesmo assim não abandonou o vício. Hoje aos 37 anos largou de todos os vícios e se converteu. Com essa entrega a Jesus tudo foi transformado, sua familia mais unida, seu trabalho e seu compromisso com a igreja. Agora sabe que para Deus nada é impossível porque o senhor o libertou de todo o vício e o restaurou de todas as suas fraquezas.
Stefani Martins
Esta é uma entrevista do Dr. Dráuzio Varella com o médico infectologista e professor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de São Paulo, Esper Kallás.
Onde surgiu o vírus da AIDS?
Estudo realizado nos Estados Unidos baseou-se na análise das características genéticas do vírus HIV isolado em várias regiões do mundo para traçar o local onde a epidemia teria surgido. Essas seqüências genéticas foram colocadas num grande computador que, utilizando programas matemáticos complexos, mapeou a evolução do vírus, estabelecendo as modificações adquiridas e sua adaptação às diversas regiões em que foi identificado no planeta. Esse e outros estudos sugerem que a epidemia tenha surgido de fato no centro da África, numa região abaixo do deserto do Saara onde o vírus, antes encontrado somente em chimpanzés, foi transmitido para os humanos através de contato ocasional entre esses animais e os homens.
Existem teorias fantasiosas de que o homem teria adquirido o vírus através do contato sexual com chimpanzés. O que realmente aconteceu?
Esse estudo americano foi muito cuidadoso e investigou os costumes do povo que habitava a região da África na qual o vírus teria surgido. Os pesquisadores observaram que, em alguns lugares, as pessoas viviam em tribos afastadas da civilização e tinham o hábito de caçar chimpanzés. Muitas vezes, esses animais eram mortos e esquartejados no local onde eram abatidos. Há fotos de pessoas manipulando os macacos mortos, cobertas de sangue até os ombros. Elas mexiam nas vísceras, cortavam a carne em pedaços e os levavam para serem comercializados nos mercados onde outras pessoas podiam entrar contato com o sangue. Por outro lado, é fácil imaginar que esses caçadores, andando dentro da mata ou lidando com o animal, podiam machucar-se, ferir-se e serem infectados pelo vírus dos chimpanzés. Desse primeiro contágio até a epidemia avassaladora que se espalhou pela África provavelmente decorreram décadas. Estima-se, no entanto, que mais de quinze milhões de africanos já morreram infectados pelo HIV. É uma grande tragédia. Em relação à disseminação do vírus entre os chimpanzés, é importante ressaltar dois pontos. Primeiro, é que a infecção pelo HIV não provoca doença no animal. Segundo, não existe um estudo para demonstrar quantos chimpanzés estariam infectados por esse tipo de vírus. Pode ser que essa infecção fosse muito comum entre eles. Há um estudo a respeito do assunto em andamento. Os dados preliminares, apresentados em fevereiro de 2002, indicam a dificuldade de obter essas amostras, porque os chimpanzés estão soltos na natureza e há a preocupação em não interferir no ecossistema desses animais. Por isso, foram desenvolvidos métodos para vencer esses obstáculos. Os pesquisadores coletam fezes e urina dos animais e aplicam o teste para verificar a presença do vírus. O problema, todavia, é que com o avanço da urbanização na região diminuiu muito a população de chimpanzés que hoje vive confinada em pequenos nichos, pequenas comunidades nas quais se procura preservá-los. Conseqüentemente, a população atual é muito menor do que era há 30 ou 40 anos.
O vírus da AIDS sofre mutações genéticas com facilidade. Talvez, das viroses que provocam infecção humana, seja a mais mutante de que se tem notícia. Que diferenças genéticas apresentam o vírus que caminhou na África, passou pela Europa e América do Norte e chegou até nós?
Quanto mais o tempo passa, mais aumentam as diferenças. Investigando o vírus no centro-africano, berço da epidemia de AIDS, observa-se que ele apresenta enorme diversidade genética resultante das modificações que vem sofrendo há mais tempo, já que foi ali que apareceu primeiro. Nos Estados Unidos, América do Norte, leste da Ásia e Brasil, a epidemia é mais recente e surgiu mais ou menos na mesma época. Como conseqüência, os vírus são muito parecidos entre si. Atualmente, segundo convenções genéticas e científicas, esses vírus são classificados por letras. Nos Estados Unidos, predomina o tipo B; no Brasil, também há mais o do tipo B, mas os tipos F e C começam a proliferar no nosso país. Na África, encontram-se todos os tipos que se conhece. No leste asiático predomina o tipo A, ou melhor, um híbrido de A com E. Só para chamar a atenção, devemos diferenciar essa classificação de um segundo tipo de vírus que é o HIV II, transmitido ao ser humano por outra espécie de macaco. É uma doença de evolução mais lenta do que a do HIV I e a epidemia está restrita à África.
Um estudo realizado com as prostitutas do Senegal identificou um subgrupo de mulheres altamente expostas à infecção que não contraíram a doença. Como se explica o fato de essas mulheres serem imunes ao vírus?
Nesse estudo, foram pesquisados os locais onde há grande disseminação do vírus, por exemplo, o centro africano. A epidemia ali é avassaladora. Para ter-se uma idéia, de 1995 até 2000, a expectativa de vida da população caiu doze anos. Existem algumas regiões em que mais da metade da população adulta tem o vírus. É uma tragédia epidemiológica. As pessoas não têm acesso ao tratamento e os cuidados com a saúde são precários. Na seqüência dos trabalhos, constatou-se que havia alguns grupos nos quais a incidência da infecção era ainda maior. As prostitutas, por exemplo, em determinados lugares, tinham uma atividade sexual tão intensa que seria impossível imaginar que não pegassem o vírus. Na verdade, a esmagadora maioria dessas mulheres estava infectada pelo HIV, mas um pequeno porcentual delas não tinha sido contaminado. Seria sorte, já que vinham praticando sexo sem proteção com múltiplos parceiros, todos os dias e durante muitos anos? Não, essas mulheres têm alguma coisa especial. O que é não se sabe. Fato semelhante pode ser observado em certos casais em que um dos membros é soropositivo sem que o outro saiba. Durante muitos anos, eles mantêm relações sexuais sem a precaução necessária e o vírus não é transmitido para parceiro saudável. Alguma coisa deve explicar isso. Talvez seja a constituição genética ou o desenvolvimento de uma resposta imunológica mais eficaz ou ainda um vírus menos agressivo e por isso incapaz de transmitir-se facilmente.
Você falou de pessoas casadas com parceiros infectados que, após muitos anos de relacionamento sexual, não foram contaminadas. Para mim, elas desenvolveram algum tipo especial de resistência, porque sem dúvida entraram em contato com o vírus. Agora, vamos pegar o oposto, aquelas que se infectam logo no início de um relacionamento sexual com um portador do HIV. Quais as pessoas que além de constituição genética desfavorável apresentam condições clínicas que favorecem a infecção? Há algumas variações genéticas, denominadas mutações, que facilitam a multiplicação do vírus e sua ação deletéria mais rápida. Em certas pessoas mais protegidas, o vírus encontra maior dificuldade para penetrar na célula. Noutras, esse obstáculo desaparece. Alguns vírus apresentam maior facilidade de serem transmitidos. São mais agressivos. Quem entra em contato com eles, sai em desvantagem. Por outro lado, num relacionamento sexual, contam muito as condições em se encontra a superfície dos órgãos genitais. Se a mucosa dos parceiros estiver saudável, a transmissão do vírus será mais difícil se comparada com outra que tenha uma ferida. Várias doenças sexualmente transmissíveis, como herpes, cancro mole ou sífilis, produzem feridas na superfície dos órgãos genitais que aumentam a probabilidade de transmissão do HIV. Outro fator importante na transmissão do vírus é o sexo anal. Primeiro, porque o ânus e o reto não foram concebidos para o relacionamento sexual, uma vez que sua superfície é muito fina e frágil o que favorece o aparecimento de lesões e a transmissão do vírus. Além disso, é preciso considerar as condições imunológicas do indivíduo. Se estiver enfraquecido, não se cuida direito ou tem um problema qualquer de saúde, o risco de infectar-se aumenta e a evolução da doença será mais rápida.
No começo da epidemia, dizia-se que nós, no Brasil, poderíamos chegar à situação da África. Você acha que ainda corremos esse risco?
Acho essa afirmação exagerada. Na África, a epidemia adquiriu proporções inacreditáveis por causa das condições desfavoráveis de prevenção e tratamento. No Brasil, o combate à epidemia está sendo muito mais agressivo do que em qualquer outro país em desenvolvimento. Não se pode desconsiderar o empenho do Ministério da Saúde e das organizações não governamentais não só para evitar o alastramento da epidemia, como para tratar os infectados. Portanto, nossa situação é muito diferente da que se verifica em alguns países africanos. Não que ela deixe de ser preocupante. Nada justifica que se baixe a guarda nem que seja por instantes.
Em 1988, na Conferência Internacional de AIDS, na Suécia, falava-se que a AIDS estava batendo às portas da Ásia. Hoje a AIDS é um caso de calamidade pública em certos países asiáticos, como a Índia, por exemplo.
O tempo mostrou que ela não só bateu, mas chutou a porta e entrou correndo. Apesar de a África ter o maior contingente de infectados, na Ásia o crescimento da epidemia é muito mais rápido. Países como a Tailândia, a Índia e até mesmo a China estão sofrendo um processo de contaminação pelo HIV que em alguns anos pode transformar-se numa enorme tragédia. Aparentemente, o problema é mais grave na Índia, mas não se conhece bem a evolução da epidemia na China, onde a doença se espalha com grande velocidade.

Perguntas frequentes:


Beijo na boca passa AIDS? O beijo nunca foi estabelecido como forma de infecção pelo HIV. O que pode preocupar são sangramentos que a pessoa soropositiva por ventura tiver na gengiva. Feridas secas não conseguem transmitir o vírus.
E a saliva? A quantidade de HIV na saliva é muito pequena e, além disso, nela existem várias enzimas que protegem a boca de uma possível contaminação. Só há perigo de contaminação pelo HIV caso as duas pessoas tenham péssima higiene oral e sangramentos constantes na boca. Uma pessoa que tem cuidados básicos com sua boca e costuma ir ao dentista não tem como transmitir o HIV através do beijo.
Qual o perigo de se praticar sexo oral com uma pessoa contaminada pelo HIV? No sexo oral, a pessoa ativa não transmite o HIV porque não é possível transmiti-lo através da saliva. Já quem recebe a ejaculação de uma pessoa soropositiva na boca corre o sério risco de se contaminar. A secreção que sai do pênis antes da ejaculação, por ser em pouca quantidade e conter um número menor de vírus, dificilmente são capaz de contaminar alguém. O ideal é usar preservativo também durante o sexo oral. Caso contrário, não se estenda por muito tempo nesta prática. Use-a apenas como preliminar. Desse modo, o risco de contaminação torna-se menor. Quando a mulher soropositiva recebe o sexo oral, a probabilidade de o parceiro ser contaminado é menor, pois a secreção feminina apresenta menos quantidade de vírus do que a ejaculação masculina. No entanto, durante ou próximo ao período menstrual, deve-se evitar essa prática, pois o risco aumenta muito. O problema maior para quem pratica o sexo oral é pegar outras doenças venéreas, como sífilis, gonorréia ou herpes. Se houver feridas no pênis, o risco de transmitir o HIV é maior. Praticar sexo oral implica correr algum risco, mas você diminui esse risco se evitar a ejaculação na boca, contato com feridas no pênis ou na vagina e contato durante ou próximo ao período menstrual.
O sangue contaminado pelo HIV entra em contato com outra pessoa. Qual o perigo nesse caso? É muito pouco provável que aconteça o contagio em uma situação como essa. Se a pele da pessoa que não é soropositiva estiver íntegra, ela funciona como uma barreira eficaz contra o HIV. Mas entrar em contato com o sangue de outra pessoa nunca é bom, soropositiva ou não. A possibilidade de contrair outras doenças como hepatite, por exemplo, é muito maior. Existem diversos tipos de microrganismos presentes na corrente sanguínea que são transmissíveis pelo sangue. As pessoas fantasiam muito com a forma de contaminação. Ninguém se contamina por encostar-se em sangue com HIV. O vírus da AIDS precisa entrar na corrente sanguínea para contaminar alguém. Ou seja, para haver contaminação seria necessária uma grande quantidade de sangue caindo em cima de um corte profundo.

Como Prevenir?
USAR CAMISINHA!
Reduzir ao máximo o número de parceiros sexuais. Quanto maior o número, maior a possibilidade de pegar AIDS. A igreja recomenda a castidade antes e a fidelidade no casamento como única prevenção. Se não concordar com as exigências da moral cristã e tiver um ou mais parceiros sexuais, é aconselhável usar camisinhas. NÃO USAR DROGAS Em caso de uso, usar seringas descartáveis Quando receber transfusão de sangue certificar-se de que o sangue tenha sido previamente testado para detectar o vírus da AIDS.

Onde não se pega AIDS:


Na piscina
No ônibus
No beijo social
Em visitas aos hospitais
Nos talheres
No sanitário
Na convivência social
Na picada de inseto
No assento

Gabriela Viana